terça-feira, 31 de agosto de 2010

pedagogia da fofoca




Pouco antes do Carnaval, a carioca Roberta Escansette aproximou-se do balcão de atendimento da Biblioteca Nacional, no centro do Rio de Janeiro, e, equilibrando os óculos de aro fino na ponta do nariz, pediu: "Quero tudo sobre teatro grego." Em seguida, e para estupefação dos funcionários que a observavam, pediu mais: "Quero também todos os documentos sobre a história do rádio, das rádio novelas, das revistas brasileiras e da televisão." Passou então dias e dias no edifício neoclássico da Cinelândia. Estudou as origens do mito - de Ésquilo a Aristófanes -, descobriu que o ator Téspis é o mais antigo ancestral de Brad Pitt e saiu de lá com uma certeza inabalável: oitenta horas é tempo mais que suficiente para ensinar umhomo sapiens a ser repórter de celebridade.

Com um lápis afiado na ponta dos dedos, a erudição acumulada no cérebro e o conteúdo teórico estalando as sinapses, Escansette se debruçou sobre seus dez anos de jornalismo de fofoca e, em instantes, voilà!, sistematizou os vinte mandamentos da reportagem de celebridade. O documento era um compêndio de tudo, absolutamente tudo que um indivíduo precisa saber para escrever com esmero e rigor sobre temas como o décimo quinto casamento de Bruno Gagliasso ou as vicissitudes da última namorada esbofeteada de Dado Dolabella. Quando chegou ao fim da lista, comemorou. Nascia ali a ementa do primeiro curso de extensão sobre jornalismo de celebridade da história deste país.

Sentada numa lanchonete de um shopping do Rio, a morena de 28 anos que circula pela noite carioca como frila da revista Caras defendeu sua iniciativa como quem defende religião: "Estou cansada desse preconceito com o repórter de celebridade. É uma profissão honrada, que paga as contas. Descobri uma oportunidade, e a Facha resolveu investir num nicho de mercado que merece atenção." Por Facha, leia-se Faculdades Integradas Hélio Alonso, uma universidade com dois campi no Rio. Como o -Supremo Tribunal Federal determinou, em 2009, que diploma não faz falta em redação nenhuma - que dirá, então, certificado de curso de extensão -, Escansette sabe que a briga é ladeira acima. Mas a moça está confiante. No sábado, dia 10 de abril, às 8h30, ela estará a postos, de giz em punho, para receber quem estiver disposto a desembolsar 2.250 reais por 80 horas de expertise em notoriedade. 

Enquanto esperava uma Coca-Cola que nunca chegaria, ela topou revelar alguns dos tópicos que abordará em sala de aula. Antes, porém, esclareceu que seu currículo é sólido. Se estava ali, era tão-somente porque havia sido setorista - o repórter que cobre um único assunto - de Giovana Antonelli, Vera Fischer, Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos, o cantor. "Eles me ensinaram tudo!", disse com sentimento. 

O mandamento supremo é este: "Na agenda do jornalista de celebridade tem que constar o telefone dos famosos e também dos assessores deles - maquiadores, cabeleireiros, assistentes de produção, figurinistas etc." Ela explica: "Esse pessoal do segundo escalão é valioso. Eles costumam ser humilhados, maltratados, e aí descontam passando informação sobre as celebrities ou sobre a agenda delas. Importantíssimo cultivar esse vínculo."

O segundo mandamento é um no, nein, non: "O repórter de celebridade não tem direito à tietagem." O deslumbramento seria o atalho mais curto para o desmanche da isenção e da objetividade, princípios que Escansette preza muito. "Tirar foto com o famoso que acabou de ser entrevistado acaba com a credibilidade de qualquer pessoa", adverte. É preciso rigor. "Gente assim deve ficar longe da redação. Melhor se ater aos fã-clubes." 

O terceiro e o quarto mandamentos inserem-se no campo da hermenêutica. Mais especificamente, vinculam-se às reflexões de Escansette sobre o estatuto da negação e do silêncio: "Um famoso nunca-jamais-never admite de cara que está se separando. Melhor abrir a conversa com um papo leve [lição número 3] e mostrar que você fez uma pré-apuração consolidada [lição 4] antes de entrar de sola. Se tiver foto dele[a] beijando outro[a], melhor." Os futuros repórteres de celebridade também aprenderão que o silêncio e a verborragia agressiva são igualmente eloquentes: "O silêncio mostra onde o jornalista tem de fuçar, e, quando a celebridade fica arisca, é porque ela deve. Aí é só apurar direitinho..." 

Ao longo de sua carreira, Roberta Escansette já deu furos que só por puro despeito não entraram para os anais do jornalismo nacional. Foi ela quem descobriu a amante de Marcelo Silva quando ele ainda estava com Susana Vieira. Foi ela quem contou para o Brasil que Giovana Antonelli estava de malas prontas para morar em Nova York, levando consigo o filho Pietro, fruto do casamento com Murilo Benício. E também foi ela - como não? - a primeira a falar sobre a intrigante gravidez de Daniela Cicarelli.

É do alto desse currículo que Escansette tira legitimidade para tratar de assuntos espinhosos. Perseguição de famosos, por exemplo: "1) Não use o mesmo carro todos os dias; 2) não grude um carro no outro porque pode haver um acidente; 3) decore as placas dos famosos quando eles ainda estiverem na festa; 4) ande sempre com vidros recobertos por insulfilm; e 5) só se aproxime com uma pergunta depois de ter feito a foto."

Com esses saberes, Escansette garante seu ganha-pão desde o segundo semestre da faculdade. Como frila, ela consegue cerca de 200 reais por noite, o que rende uns 5 mil reais por mês. E ela ainda se diverte. Na noite anterior, havia entrevistado Caio Blat, que considerou "uma gracinha".

Mas e quando o famoso se chateia? "Mande flores!", responde rápido. "E um cartãozinho de próprio punho dizendo algo como 'Fulano, entenda a nossa -posição. Trabalhamos com a verdade. Agradecemos a compreensão. Desde já contamos com a parceria.'" Quando Escansette publicou que Susana Vieira estava sendo trocada pela proto-célebre Fernanda Cunha, por exemplo, ela enviou um buquê à atriz, acompanhado de um cartãozinho assim: "Nós estamos do seu lado. Queremos a sua felicidade." (A reportagem não conseguiu falar com a atriz para saber se as flores saíram voando pela janela.)



texto utilizado pelo professor Jefferson Franco, fizemos um Release dele :D

Aula Psicológia Básica , Carla

dia 14 a prova.
capitulo : 4, 5 , sensação, estimulo, sensação, consciência, estados  efetivos e pensamentos.
estudar !!

todo desejo sexual é infantil - criticaram Floyd por causa disso
psíquico
aparelho psíquico - era pra  justificar os atos humanos.

inconsciente
pré - consciente
consciente 
de vermelho = 1º tópica, 1900


ICS ---- PRÈ - CS
liga os dois para ter uma representação consciente.

 Se você tem uma imagem real aqui fora, ela não pode ser alterada.

desenvolvimento da libido -->fase oral - do nascimento até um determinado período que falamos.  ( 0  2)

fase anal --> período sai da falda, controla o que acontece em volta. dependência total do outro. ( 2 a 5 )
ser exigido.

fase  fálica --> # sexual anatômica ( diferente) complexo de Édipo 

fase da latência - fase bege - ( 7 aos 12 ) 
froyd - segunda doca - existe um eu

um super eu -> juiz
um isso - ID.parte do consciente escritas nas nossas sensações.
instâncias criticas.
em rosa = 2º tópica.

nojo é adquirido , não nascemos com isso.
o mundo externo nos determina o mundo inteiro.
o eu é escravo da demanda do super e do consciente.
baixar : mal estar da civilização ou da cultura.



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

aula Victor - Análise de discurso

Saussure.
índice
simbolos
ícones = os três significam, tipos de signos.
um signo um objeto arbitrário, relacionada a seu ambiente de forma contextual.

Aula Jeff 27-08

As relações actancias no texto
as pessoas do texto são instâncias actanciais que servem para causar efeitos no leio.
em casos de textos de referência,por exemplo o leitor acredita estabelecer uma relação  direta com as pessoas empíricas, embora isso não seja verdadeiro.
www.estantevirtual.com.br
 narrador= adso- autor modelo X leitor modelo.
autor empirico (real) X leitor empirico ( real)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Aula Jeff 24-08

Filosofia, escritura e estilo.
Granger
O discurso acadêmico trabalha com  possibilidades em lugar das causas e efeitos que busca.
!@#$&*(*&¨%$#@ ] hexadecimais
010101011101010 ] binários
para Granger, a escolha de um tipo de representação em lugar de outro,construindo um enunciado, é o chamado "trabalho"
para Granger, portanto, o estilo é a forma de trabalho que caracteriza determinado autor e seus recursos para gerar  necessidades nos leitores.
Granger também vai utilizar conceitos de Umberto Eco para localizar as estratégia do autor para garantir a cooperação do leitor.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Aula Jeff 17/08

17 de agosto de 2010
Jakobson à denotativa : sentido dicionarizado. Literal.
è Conotativa: sentido figurado
è Estética : ambígua e autorreflexiva.


Semântica é o estudo do significadoisto é a ciência das significações, com os problemas suscitados sobre o significadoTudo tem significadoSignificado é imagemacústicaou imagem visual? O homem sempre se preocupou com a origem das línguas e com a relação entre as palavras e as coisas que elas significam, se há uma ligaçãonatural entre os nomes e as coisas nomeadas ou se essa associação é mero resultado de convenção. Nesse estudo consideram-se também as mudanças de sentido, aescolha de novas expressões, o nascimento e morte das locuções. A semântica como estudo das alterações de significado prende-se a Michel Bréal e a Gaston Paris. Umtratamento sincrônico descritivo dos fatos da linguagem e da visão da língua como estrutura e as novas teorias do símbolo datam do século. XX.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sociologia - Laura

em 4 textos no xerox dela, 3 de 0,40 $ e um de 0,70 $.
prova 6,0
texto 2,0
cesta 2,0